Hoje vamos falar do principal desejo de todas as pessoas, o
que tanto define seus objetivos, quanto define quem elas são: a busca da
felicidade. Esse é um dos tópicos mais antigos da filosofia. E nossa aula de
hoje, para quem estava sentindo falta de alguns nomes de filósofos sendo
jogados a esmo, será toda baseada em Aristóteles. A mais perfeita descrição do
que é a felicidade para as pessoas, foi dada por ele 2300 anos atrás em seu
livro a Ética. Se você quer entender as bases do comportamento humano, esse é
um dos principais livros para se ler. É pequeno, menos de 100 páginas, e pode
ser encontrado facilmente tanto para baixar na internet, quanto em sebos, por
R$3, R$5. Lá, ele define, senão cria, muitos conceitos como a própria noção de
ética, moral, virtude, justiça, trabalho, inteligência e felicidade.
Aristóteles foi um grego, discípulo de Platão, que pode ser
mais conhecido por ter sido o mestre do homem que há 2300 anos atrás conquistou
metade do mundo conhecido: Alexandre o Grande. Então, quer conquistar metade do
mundo conhecido? Leia Aristóteles.
Ética em si significa o conjunto de ações, decisões, que
definem a identidade de uma pessoa. Não importa quais as ações de uma pessoa,
se ela estabeleceu um código para se comportar em sua vida, ela tem uma ética.
E essas ações individuais em si, são o que chamamos de moral. Cada ação sua,
cada habito seu, seja da sua escolha ou não, é uma ação moral. Pode ser uma boa
ação moral, que contribua para a sua vida, ou pode ser uma má ação, que vá
contra ela, ou a outros. Mas o fato de você tomar essa ação, já é tomar uma
posição moral. E você ter um guia para tomar essas ações morais, é o que é a
ética.
Mas então, o que é a felicidade nisso tudo? Para Aristóteles,
ter uma ética que te leve a ter boas ações, que contribuam para você é o que leva a uma vida virtuosa. E uma vida virtuosa é a
felicidade. Ou seja, toda vez que você toma decisões, se esforça para tomar
ação, de acordo com a sua ética, sua visão de como você deve ser, sua melhor
identidade, você é feliz.
Um dos pontos principais em Aristóteles quanto a isso é que
a felicidade não é entretenimento, mas sim ação, trabalho, criação, esforço. É
você estar constantemente se expandindo nos seus objetivos, nas suas práticas,
nas suas decisões, nos seus hábitos. A felicidade em si é progresso. É você
estar constantemente se melhorando seja pessoalmente, seja com as pessoas que
você ama, nos seus relacionamentos, seja financeiramente, você podendo cada vez
mais tomar conta de si mesmo, e abrir um leque de mais ações que antes não era
possível, é você contribuir para a sociedade ao seu redor, porque com ela
melhorando, também melhora a você.
Se vocês tem alguma felicidade agora, ela provem do
progresso. A questão que se apresenta, porém, é o progresso de quem? As pessoas
de sucesso na vida, que atingem todos os seus desejos, tem a felicidade com o
seu próprio progresso. As pessoas que não mudam em nada, só recebem de cabeça
baixa, sem questionar, as ordens, o estilo de vida, de outros, tem essa
felicidade no progresso de outras pessoas. É o ficar feliz porque o seu time
fez um gol, porque aquele jogador que você acompanha, fez mais dinheiro; porque
o personagem da novela superou todos os obstáculos e encontrou o seu grande
amor; porque o vocalista daquela banda que você não para de escutar, lançou uma
nova música; ... Essa é a principal diferença entre a pessoa livre e o escravo,
a livre vive para seu próprio progresso, o escravo vive para o progresso de
outro.



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