domingo, 17 de março de 2013

Aula 2ª - O cérebro, ou como gostar de estudar!


Vocês gostam de estudar? Você pode pegar uma matéria e ficar horas analisando ela? Sem se cansar, sem achar chato?

Então, hoje vamos ter uma aula de neurologia, sobre o funcionamento dos seus cérebros. Filosofia é pensar, questionar, concluir, e o instrumento que vocês vão usar para fazer isso são os seus cérebros. Logo o primeiro passo é entender como ele funciona. Entender porque você se motiva por algo e faz muito disso sem se chatear, e porque outras coisas, mesmo que em na teoria sejam do seu interesse, sempre são chatas para você.

Tudo que vocês vêem ao seu redor é constantemente registrado no seu cérebro. Registrado e depois com as informações que você recebe das outras pessoas e com sua própria experiência, catalogado. É aí que nascem as idéias. Idéias são os significados armazenados nos seus neurônios. Neles estão tudo que vocês conhecem, suas memórias, suas ações, tudo. E é a conexão desses significados, dessas memórias, a conexão entre os neurônios que cria o conhecimento, a conexão entre suas sinapses. 

O cérebro é dividido em dois hemisférios. Cada hemisfério tem um trabalho diferente na sua compreensão das coisas ao seu redor. O seu hemisfério esquerdo é quem trabalha com a lógica, quem estabelece as regras, onde você trabalha a língua, as palavras, a matemática, é o teórico. O seu hemisfério direito por sua vez é o sentimental, o que busca sempre ver a grandiosidade das coisas, o que trabalha com símbolos e imagens, o criativo, que gosta de fantasias. Para você realmente compreender as coisas, lembrar melhor delas, você tem de usar os dois hemisférios. O que isso significa? É muito mais fácil digamos aprender história, digamos das Guerras Napoleônicas, tendo do lado uma imagem de Napoleão, imagens dos países que ele invadiu. Ver um filme sobre isso. Juntar a descrição no papel, com algo visual, para que você na sua mente possa realmente ver o que está lendo. Em vez de ler que Napoleão conquistou o Egito, você pode ir buscar os desenhos feitos pelos pesquisadores que foram com ele.

Mas então, o que isso tudo tem haver com o seu interesse em estudar ou não? O que faz você gostar uma coisa e não de outra. Se você gosta agora de algo, que se te perguntarem por que você gosta disso, você só sabe responder, porque te faz bem, e você sempre fez isso, sem antes ter tomado uma decisão de fazê-lo. É porque outra pessoa tomou a decisão desse seu gosto. Nossos cérebros são relaxados, eles não gostam de mudança. Podemos estar infelizes, ter um padrão de vida que não gostamos, fazer coisas que até podemos gostar, mas que sabemos que em nada contribuem para nossas vidas, e evitar ao máximo aquilo que sabemos que contribui. E tudo isso porque para seu cérebro, se você está fazendo uma coisa há um bom tempo e ainda não morreu, é porque ela é boa para você. E qualquer coisa diferente, é um risco caro demais para tomar.

Toda vez que vocês fazem algo constantemente, as ligações entre os neurônios onde estão registradas essas ações, se fortalecem. Você vê TV todo dia? Essa ação está super forte no seu cérebro, executá-la é a coisa mais simples para ele. Agora, você quer ler umas 4 horas de um livro, todos os dias, mas nunca fez isso antes. Primeiro não há ligações no seu cérebro para isso, depois até você fortalecê-la igual a sua ação de ver TV, vai levar tempo. Logo por um bom tempo, você vai achar isso chato. O bom porém, é que em alguma hora ela vai estar forte.

Já foi descoberto que o ser humano precisa de exatas 3 semanas para aprender uma nova habilidade. Você pode se trabalhar nisso, em 3 semanas, adquirir um novo gosto, e em 3 semanas deixar de gostar de algo. Acabou o seu relacionamento, te garanto em 3 semanas, se você trabalhar em não pensar na pessoa, você esquece ela. 

Mas como disse, isso dá trabalho, porque durante todo esse tempo seu cérebro lutará contra os seus objetivos. Na primeira semana, você pode começar motivado, mas seu cérebro vai começar a te dar dúvidas, te empurrar para fazer o que já está acostumado, ver TV. A segunda semana é um tiroteio, você vai pensar, ah, não é nada demais se eu só fizer isso uma vez, e depois voltar para o meu objetivo. E ai você faz, e perde o jogo. Na terceira, ainda é conturbado, mas as coisas começam a se assentar. Na quarta ler um livro 4 horas por dia é um relaxamento, não é mais chato, seu cérebro já se acostumou, as conexões entre os neurônios estão fortes, você não só gosta, como também vai buscar fazer isso todo dia.

Então, vocês querer gostar de algo, querem gostar de aprender. Estejam preparados para as 3 semanas de adaptação. Tenham um objetivo claro do que vocês vão ganhar com isso, qual o seu interesse, porque é ele que vai manter vocês lutando. Quero ser um milionário! Preciso ler sobre negócios, preciso ler sobre a experiência de homens que começaram do nada e conseguiram tudo. Sei que esse é o primeiro passo para obter minha própria fortuna. E também, para completar, há um fator extremamente importante para lidar bem com o seu cérebro. Alimentá-lo direito. Seus ossos precisam de cálcio, seu sangue precisa de ferro, seu cérebro também tem as suas necessidades. As conexões neurais são construídas com gorduras, ácidos graxos, chamados de ômega-3 e ômega-6, que vocês podem achar em sementes e principalmente no peixe. Se vocês não comem isso constantemente, seu cérebro literalmente está morrendo de fome, e vocês podem ter dificuldade de pensar e tirar novas conclusões. Na verdade, até desenvolver problemas psicológicos por causa disso. Enquanto isso, alimentos com açúcar fazem o oposto, eles atacam o cérebro, dão energia e depois tiram ela rápido, isso causa uma confusão mental. Logo mais peixe, e menos açúcar.

Aula 1ª – Parte 2: Mapas de realidade


Pense que toda a realidade ao seu redor, quem você é, a cadeira onde senta, a árvore na janela, o mundo em si, o sol ao redor do qual giramos, o universo, seus sentimentos, tudo é parte da realidade. Mas você conhece toda essa realidade? Não, nem o mais sábio entre os gregos a conhecia, “só sei, que nada sei” disse Sócrates. 

Todos nos encontramos dentro dessa realidade infinita e cheia de possibilidades, porém a maioria das pessoas não consegue realmente enxergá-la, estão no meio dessa imensidão, presos em pequenas cúpulas, redomas as quais não podem ver nada fora do vidro, nem podem andar para fora dele. Essa cúpula é seu mapa da realidade, uma mapa igual a um mapa geográfico, que mostra o que a pessoa conhece, até onde pode ver, entender, até onde pode andar, agir. Uma pessoa sem o pensamento crítico pode viver sua vida inteira numa cúpula, fazendo tudo sem nada questionar. Faz o que as outras pessoas ao seu redor estão fazendo, faz o que seus país lhe dizem para fazer, faz o que a televisão, o que as novelas, os comerciais, lhe dizem para fazer. Logo, vive das decisões dos outros, do interesse dos outros, e desconhece o seu próprio, desconhece a possibilidade de alternativas melhores para a sua vida. A diferença entre um milionário e um vendedor de cachorro quente numa barraca de esquina, é que o milionário foi atrás dos seus interesses, fazendo as perguntas necessárias para tal, e buscando com a experiência de outros como chegar lá. Ele não se contentou com a cúpula, e com seus questionamentos quebrou ela, começando a ver possibilidades óbvias, porém só vistas fora da cúpula. Dando cada vez mais passos para fora, para mais possibilidades, para mais responsabilidade sobre a sua própria vida. Um filósofo também não passa disso, de uma pessoa que vive a quebrar essas cúpulas, vive a reescrever seu mapa da realidade com os novos conhecimentos que vai adquirindo através de sua ação. 

Pense em Sócrates, quem foi Sócrates, por que ele é considerado um marco divisor na filosofia? Sócrates era um homem comum, um homem que viveu na Grécia, há cerca de uns 2500 anos. Ele tinha que se sustentar como vocês, tinha que viver os desafios do dia-a-dia como todos, mas ele os fez, se dedicando a expandir seu próprio conhecimento, tomando mais responsabilidade sobre si mesmo. Vivia em Atenas, uma parada obrigatória na Grécia antiga, uma cidade importante, cheia de estrangeiros, de comerciantes dos 4 cantos do mundo, de outras pessoas com questões como as dele, como as de qualquer outro ser humano. Sócrates para expandir seu conhecimento, passava os dias, como podemos dizer, “enchendo o saco” das pessoas que encontrava em seu caminho, lhes questionando o que faziam, por que faziam o que faziam. Contrastando o que respondiam, com a experiência de outras pessoas, e as vendo quebrar por si próprias afirmações que consideravam absolutas. Sócrates basicamente entendeu a origem do conhecimento: o próprio homem. Tudo que você pode conhecer sempre terá uma principal referência, você mesmo, é a partir de você que nasce o mundo que vê ao seu redor. O primeiro passo da filosofia é “conheça a si mesmo”, sendo que o segundo é imediatamente ligado a esse “tome conta de si mesmo”. 

Veja o filme Homem-Aranha. O tio Ben, tio do protagonista, o Peter Parker, antes de morrer, pela própria negligencia do protagonista em parar um ladrão, lhe diz “Com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades.” Essa afirmação não poderia estar mais errada. Pois é o exato oposto. Com grandes responsabilidades, vêm grandes poderes. Quanto mais responsabilidade você toma sobre a sua vida, mais poder você ganha sobre as suas ações, sobre as coisas ao seu redor. Perguntar, responder, e agir perante essas respostas, é tomar responsabilidade. É ver além do que te disseram para ver, além do que você achava que podia ver. É andar além da cerca que te limitaram, é pular ela, e correr por muitas outras possibilidades, possibilidades que acreditava antes só estarem em seus sonhos. E isso é em si a filosofia, o ato de filosofar, de fazer amizade com a sabedoria. 

Trabalhos passados nas 4 primeiras aulas


Não há resposta certa, o que é avaliado é o seu empenho respondendo as perguntas.

Aula 1

1. Sabendo que o primeiro passo da filosofia é conhecer-se a si mesmo, responda quem é você? Por que você é assim?
(Pense nos apontamentos sobre decisão.) 

2. O que você espera obter dessa aula de filosofia? Por quê?
(A resposta nada é aceitável, desde que você explique porque vem a aula para perder 50 minutos da sua vida.)  

3. Como você se vê daqui a 10 anos? O que estará fazendo?

4. Você toma conta de si próprio ou depende de outros? Por quê?

5. O quanto você conhece do mundo ao seu redor? Por quê?
(Pense nos apontamentos sobre mapas de realidade, dados na primeira aula. A questão de toda realidade, em contraste com a vida numa cúpula sem questionamento, e a necessidade do pensamento crítico para quebrar essa cúpula)

Aula 2


1. Você quer mudar um hábito da sua vida? Por quê? E como você pretende mudá-lo? (mínimo 5 linhas)
(Resposta como não, demandam você explicar em 5 linhas como tudo em sua vida está perfeito agora.)

Aula 3

1. Analise pessoalmente quanto sua vida custa por mês (moradia, alimentação, transporte, luz, água, internet, ...) e diga a partir dessas analises o que conclui disso. (mínimo 5 linhas)
(A primeira pergunta é pessoal e não me interessa saber a resposta, a segunda é que quero receber, tendo em visa as questões apresentadas em aula de responsabilidade, de conheça a si mesmo e tome conta de si mesmo. Imagine, caso no presente momento você dependa de outros, que alguma hora você vai estar tendo que pagar esse custo. Lembre do caso de Harli Jordean, que buscando o próprio interesse, alcançou com 8 anos muito além do auto-sustento.)

Aula 4

Organização dos seminários, 4 no total, cada um com 20 minutos para apresentar os 4 tópicos dados até agora nas aulas (O que é a filosofia?; Cérebro; Identidade; Felicidade). Avaliação metade sobre a apresentação bem feita do que já foi dado em aula, metade por trazer alguma informação nova não apresentada sobre um desses tópicos. 

sábado, 16 de março de 2013

Resumo Aula 4ª A felicidade segundo Aristóteles. Ética.


A mais perfeita descrição do que é a felicidade para as pessoas, foi dada pelo filosofo grego Aristóteles 2300 anos atrás em seu livro a Ética. Se você quer entender as bases do comportamento humano, esse é um dos principais livros para se ler. Nele, ele define, senão cria, muitos conceitos como a própria noção de ética, moral, virtude, justiça, trabalho, inteligência e felicidade.

A ética nada mais é do que as decisões de um indivíduo sobre as regras que comandarão sua vida. Suas ações a partir dessas regras são sua moral. Cada ação sua, cada habito seu, seja da sua escolha ou não, é uma ação moral. Pode ser uma boa ação moral, que contribua para a sua vida, ou pode ser uma má ação, que vá contra ela, ou a outros. Mas o fato de você tomar essa ação, já é tomar uma posição moral. E você ter um guia para tomar essas ações moral, é o que é a ética.

Para Aristóteles, ter uma ética que te leve a ter boas ações, que contribuam para você e para os outros ao seu redor é o que leva a uma vida virtuosa. E uma vida virtuosa é a felicidade. Ou seja, toda vez que você toma decisões, se esforça para tomar ação, de acordo com a sua ética, sua visão de como você deve ser, agir, sua melhor identidade, você é feliz.

Um dos pontos principais em Aristóteles quanto a isso é que a felicidade não é provinda de um entretenimento, mas sim da ação, do trabalho, da criação, do esforço. É você estar constantemente se expandindo nos seus objetivos, nas suas práticas, nas suas decisões, nos seus hábitos. A felicidade em si é progresso. É você estar constantemente se melhorando seja pessoalmente, seja com as pessoas que você ama, nos seus relacionamentos, seja financeiramente, você podendo cada vez mais tomar conta de si mesmo, e abrir um leque de mais ações que antes não era possível, é você contribuir para a sociedade ao seu redor, porque com ela melhorando, também melhora a você. 

Se vocês tem alguma felicidade agora, ela provem do progresso. A questão que se apresenta, porém, é o progresso de quem? As pessoas de sucesso na vida, que atingem todos os seus desejos, tem a felicidade com o seu próprio progresso. As pessoas que não mudam em nada, só recebem de cabeça baixa, sem questionar, as ordens, o estilo de vida, de outros, tem essa felicidade no progresso de outras pessoas. É o ficar feliz porque o seu time fez um gol, porque aquele jogador que você acompanha, fez mais dinheiro; porque o personagem da novela superou todos os obstáculos e encontrou o seu grande amor; porque o vocalista daquela banda que você não para de escutar, lançou uma nova música. Essa é a principal diferença entre a pessoa livre e o escravo, a livre vive para seu próprio progresso, o escravo vive para o progresso de outro.

Resumo Aula 3ª: Quem é você? Dialética e identidade


Todos os seres tem identidades, que são suas definições, que dizem o que são e o que não são. As identidades são criadas pelas pessoas para definir tudo aquilo com que interagem. Só humanos podem dar identidades as coisas, pois só nós temos as ferramentas, nossos órgãos sensoriais, nossa mente crítica, para criá-las. Essa criação se dá por um processo chamado dialética, em que você une os iguais e separa os diferentes. Une todas as cadeiras que já viu na generalização que é o termo “cadeira”. E a separa de tudo que não é cadeira, como uma mesa, ou um quadro. Isso se dá para tudo, para objetos, para pessoas, para sentimentos. Você sabe que uma pessoa é simpática, porque sabe que existe a opção de ser anti-social. Essa união de características iguais se da o nome de generalização. Esta surge pela união dos particulares, que são no exemplo da cadeira, cada uma das cadeiras diferentes, observadas sozinhas.

A identidade do homem é composta de suas decisões, suas escolhas. Caso ele as tome com seu pensamento crítico, ou caso ele só as aceite passivamente de um outro. Quando aceita só de um outro, assume-se uma identidade artificial, ou seja, se age não pela própria experiência, mas pelos preconceitos de outros. É o “não posso fazer isso, porque sou muito jovem e dependo de outros”, “não posso fazer isso porque nasci no lugar errado”, “tenho essa característica, logo devo agir igual a todos que tem essa mesma característica”. A confusão, o sofrimento de uma pessoa, geralmente vem de tentar adotar uma identidade artificial no mundo real. O que funciona para um personagem de TV, não funcionará para a sua vida concreta. Para viver no mundo concreto é necessário se ter como referência, conhecer a si mesmo, ter um pensamento crítico com as informações que chegam até você, testá-las com a sua experiência real, e assim tomar suas próprias decisões.

Resumo Aula 2ª: Sua ferramenta para pensar, questionar: o cérebro


O cérebro é a parte do seu corpo que você usa para lembrar, pensar, estudar, tomar decisões. Logo, você deve conhecê-lo. Toda a sua vida, mesmo o que você não lembra, ou sequer percebe, está registrado em alguns dos seus 86 bilhões de neurônios. São as ligações desses neurônios que lhes permitem compreender o que acontece ao seu redor. Que uma forma é uma cadeira e que nela você pode sentar. Neles também estão registrados todos os seus hábitos. Os hábitos que pratica constantemente têm ligações fortes entre os seus neurônios, seu cérebro acha mais fácil executá-los. Os hábitos que não pratica com freqüência, ou nunca fez, o cérebro repudia, vê como extrema dificuldade. O pensamento é como um músculo, quando mais exercício, mais fácil. Mas seu cérebro não gosta de mudanças. Já foi analisado que o tempo necessário para adaptar o cérebro humano para uma mudança de hábito é de 3 semanas, 21 dias. Quem tiver o objetivo de mudar um hábito, terá de se esforçar por 3 semanas, com o seu cérebro lhe jogando idéias contra esse objetivo, até que no fim das 3 semanas, ele esteja adaptado. Aí seu novo hábito será o natural, e o antigo, será o estranho. 

O cérebro trabalha dividido em dois, seus dois hemisférios. O esquerdo é quem trabalha com a lógica, quem estabelece as regras, onde você trabalha a língua, as palavras, a matemática, é o teórico. O seu direito por sua vez é o sentimental, o que busca sempre ver a grandiosidade das coisas, o que trabalha com símbolos e imagens, o criativo, que gosta de fantasias. Para você realmente compreender as coisas, lembrar melhor delas, você tem de usar os dois hemisférios. Juntar a teoria com a imagem, as regras com a emoção.

O cérebro também necessita de nutrientes específicos para funcionar bem: gorduras, ácidos graxos, ômega-3 e ômega-6, geralmente encontrados em certas sementes e peixe. Um cérebro bem nutrido chegará a conclusões rápidas, um morrendo de fome, terá dificuldade em se concentrar e chegar a novas conclusões.

Resumo Aula 1ª: Filosofia, conhecimento, mapa da realidade, responsabilidade


Filosofia significa ter amizade com a sabedoria, ou seja, ter conhecimento e saber usá-lo. Conhecimento não passa de informação e experiência, o lugar em que a teoria se encontra com a prática. Para obter informação e experiência, você necessita fazer perguntas: por quê? o quê? quem? quando? onde? Tem de ter um pensamento crítico a tudo que chega até você, não importando a fonte. A experiência tem duas origens, ou a sua própria, dos resultados das suas ações no dia-a-dia, com as conclusões que disso pode tirar; ou a experiência de outros, provinda diretamente de outros, ou de livros, e as conclusões que pode tirar dessas descrições em relação a sua própria vida.

A filosofia nasceu na Grécia antiga há uns 2500 anos. Sócrates, não o primeiro filósofo, mas um divisor de águas, tinha como referência da sua filosofia uma diferente de todas antes, o próprio homem, sua experiência pessoal, com suas ações perante o mundo. “Conheça a si mesmo!” pois tudo com que você vai se relacionar no mundo, não terá outra referência senão você mesmo. É a sua experiência, mesmo quando provinda da leitura da experiência de outro, que importa. Seu interesse é quem guia o caminho para o conhecer. O próprio Sócrates vivia sua vida andando pelas ruas fazendo perguntas a fim de expandir o seu conhecimento, analisando as contradições nas experiências de outros. O mais sábio entre os gregos, e mesmo assim, sabia que perante o mundo, nada sabia. Sócrates sabia que a realidade em si é imensa, e só podemos compreendê-la até onde nossa experiência e questionamento possa nos levar. Lidamos com a realidade através de um mapa, uma mapa da realidade, que contêm todas as nossas representações, conhecimentos, do mundo.

Uma pessoa que não questiona nada, só aceita o que lhe é empurrado, o que os outros estão fazendo onde vive, o que a televisão lhe diz ser o melhor, o que um comercial lhe manda vestir e comer, ou como passar os dias, vive num mapa de realidade extremamente pequeno, numa cúpula, em que pouco pode ver e pouco pode fazer. Uma pessoa com pensamento crítico, um filosofo questionador, também começa assim, mas vive a quebrar essa cúpula da informação empurrada por outros, quebrar a cúpula e assim, continuamente expandir seu mapa da realidade. Para se ter poder sobre o mundo, é necessário ter responsabilidade sobre a própria vida, conhecer a si mesmo, tomar conta de si mesmo.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Informações sobre atualizações do site!

Estarei até dia 16/03 (sábado), atualizando o site com o resto do conteúdo da 1ª aula, e com todo da 2ª aula. 

quarta-feira, 13 de março de 2013

Aula 1ª - O que é a filosofia? O que é conhecer?

Filosofia significa fazer amizade com a sabedoria. Ou seja, ter conhecimento e saber usá-lo. Para que serve isso? Com o estudo da filosofia, a prática de filosofar, você pode encontrar a felicidade, evitar o sofrimento, determinar o que é liberdade e ser livre, ficar rico, se tornar um líder a comandar a sociedade, basicamente abrir todas as portas para qualquer desejo que possa imaginar.


Na verdade, foi na filosofia que surgiram todas as outras matérias que vocês estudam hoje. Foi através de cada pergunta de um filosofo que elas foram surgindo. Cada: por que isso é assim? Fora que basicamente todas as pessoas que vocês vêem na sociedade atual e pela história, que tem ou tiveram um real poder, que mudaram o mundo ao seu redor, estudaram senão toda, pelo menos partes dos estudos da filosofia, direta ou indiretamente. O ato da filosofia é basicamente fazer perguntas e ir atrás das respostas. Se certificando que essas respostas são ao máximo baseadas na realidade. O quê? Quando? Onde? Por quê? Desenvolver enfim uma mente crítica.

Agora, por que vocês estão tendo uma aula de filosofia? Alguns podem ir a escola se sentido obrigados para tal. Provavelmente, a maioria. Porém, a escola vão. Mesmo quando obrigados, há uma escolha de aceitar ou não isso. E vocês aceitaram. Agora, o que pretendem fazer com esse tempo dentro de uma escola? Como vocês pretendem usufruir desse tempo? Será um passar de tempo efêmero, em que contam os minutos até o sinal da saída, ou será um ganho, com vocês prestando atenção no que é jogado para cima de vocês de conhecimento, e através dos seus próprios interesses, captarem o que lhes diz respeito, para aplicar em suas vidas? Porque é para isso que serve essa aula de filosofia, para apontar o caminho de como vocês podem se melhorar e assim obter tudo que quiserem. A verdade é que ninguém pode fazer vocês aprenderem nada além de vocês mesmos, a função do professor é só apontar. Se vocês não tiverem um real interesse por aquilo que estão estudando, não vão realmente aprender nada disso, só vão memorizar algumas coisas soltas, fazer provas e esquecer de tudo dois segundos depois. Todo conhecimento provem de um interesse, e todo conhecimento é uma série de ações práticas. Sim, vocês não tem aulas teóricas, se vocês vêem elas como tal, é porque não estão vendo todo a figura. Quer estudar figuras geométricas? Pegue uma régua e meça o seu quarto. Quer entender de biologia, quer entender o funcionamento de um organismo vivo? Olhe no espelho. Veja como as sua alimentação, como as suas práticas, modificam esse organismo. Quer aprender história? Olhe ao seu redor, porque tudo que está aí tem uma longa e complexa história, formada de uma quantidade limitada de pessoas que tomaram certas decisões, para que isso que você vê agora exista.

Vamos olhar para o uniforme de vocês. Usam uma camisa comum, sem botões, com alguns logos e desenhos, o mesmo tipo que muitos usam na rua, com outros logos e desenhos. Usar essas camisas é algo normal, que todos fazem. Porém, assim nem sempre foi. Pensem que a menos de 70 anos, usar uma camisa assim na rua seria um ato estranho. O normal era um terno, um paletó, uma camisa abotoada. Essa camisa lisa de hoje em dia no máximo era um pijama, uma camisa para colocar por baixo da roupas em um dia frio. Como então chegamos onde estamos? Como chegamos a essa camisa ser algo tão comum entre todos? Tudo se resume a um filme de 1955 chamado Rebelde Sem Causa. Em que o ator James Dean, um galã da época, na sua “rebeldia” das normas adultas, sai na rua usando essa camisa interior, esse pijama, como se fosse algo comum. Estreou o filme, milhares pessoas assistiram, e no dia seguinte, milhares de pessoas o estavam copiando. E é assim que funciona a história, por causa de um filme, por causa que uma pessoa na sua produção tomou a decisão de colocar o galã daquela forma. Todo um costume de milhares de pessoas foi mudado em algumas semanas. Isso para a camisa que vocês usam na escola. Agora, imaginem que tudo ao seu redor, tem essas mesmas particulares e curiosas histórias. Se pergunte o por quê, o quê, quando, quem, onde, de tudo ao seu redor. Imagine quanto há para se descobrir! Isso é ter um pensamento crítico, não aceitar as coisas como elas são, tentar entendê-las, seus motivos de existência, e assim decidir se são o melhor para você ou não!


Faça isso, comece a questionar o seu dia-a-dia, e você vai ver que as técnicas da filosofia, do pensamento crítico, lhe servirão para abrir novas portas, onde antes você não via possibilidade de fuga. Olhe o exemplo de Harli Jordean, que com 8 anos tornou-se um milionários, só porque seguiu dois simples princípios:

- Teve um interesse claro em sua mente: gosto de colecionar bolinhas de gude e quero mais!

- Começou a se perguntar como poderia ter o máximo de bolinhas de gude possível. Como poderia ter dinheiro para pagar isso? Como? Por quê? Quando? Onde? 

Nenhuma mudança em suas vidas, nenhum desejo que possam ter, será lhes dado de mão beijada. Para consegui-lo, vocês tem de ir atrás, tem de se esforçar, tem de escavar o caminho. E é a filosofia, é o pensamento crítico, é o ato de fazer perguntas e aprender com as respostas, que lhes dará o percurso.

Poder da decisão

Trecho de uma palestra de Tonny Robbins, resumindo as consequências de quando você toma uma decisão. Assistam, tudo que ele fara é ouro!

Harli Jordean: Exemplo de alguém com um objetivo claro na vida!

Nunca diga que você é jovem demais para conquistar os seus objetivos. Nunca se limite falando que não pode fazer nada, pois ainda depende do sustento de seus pais. Harli Jordean é um exemplo claro que isso tudo são desculpas baratas. Com 8 anos e com um objetivo claro: satisfazer seus próprios interesses. Harli, um colecionador de bolinhas de gude, montou seu próprio negócio online, e agora seu site é referência mundial na venda de bolinhas de gude. Com 8 anos, ele se tornou um milionário e chefe de si mesmo! Logo, descubra qual o seu interesse e faça o mesmo!

Leia mais sobre ele aqui:

Visite seu site de bolinhas de gude aqui: http://www.marbleking.co.uk/